Bloco de Afoxé Ilê un Zambi 2012

Começou os ensaios do Bloco de Afoxé Ilê Un Zambi,  visando o carnaval 2012.

Estão abertas as inscrições para quem estiver interessado em participar, as inscrições são gratuitas.

Os ensaios acontecem todas as quintas feiras a partir das 19h30m na sede do Bloco na Travessa 2 da Avenida Orlando Alves de Souza, nº 223.

Telefones: (12) 3887-8782 | 8116-0028 | 9767-1463 | ID: 126*78539
Email: ileunzambi@hotmail.com

Kizomba de Vunji

Convidamos a todos para a Kizomba de Vunji.

A parte infantil terá início às 8hs e encerrará às 12hs, com brincadeiras tradicionais como corrida de saco, dança das cadeiras, pau de sebo, quebra muringa, cabo de guerra e também cama elástica e piscina de bolinhas, acompanhado de distribuição de guloseimas como: algodão doce, pipoca, cachorro quente, churros, bolo e refrigerante.

A parte religiosa (toque) terá início às 13:00.

Data:  16 de outubro de 2011
Local: Ilê ‘n Zambi – travessa 2 da Avenida Orlando Alves de Souza, nº 223 – Perequê Mirim, Caraguatatuba.

Aguardamos sua presença.

Recados

Bloco de Afoxé: A ONG Acubalin agradece desde já à todos que colaboraram para que o bloco desfilasse pela rua da praia de São Sebastião no domingo, nossos parabéns aos organizadores da ASSEC pelo belo carnaval de 2011.

Tombamento: O Terreiro de Candomblé Bantú Ilê ‘n zambi está em processo de tombamento já confirmado pelo IPHAN, no próximo dia 18 estaremos recebendo a visita de membros do governo federal para um almoço. graças a zambi ´npungo essa é mais uma excelente notícia para a comunidade.

Atividades Culturais 2011: Para esse ano de 2011 a Acubalin e o grupo de jongo Kianda estará oferecendo para a comunidade as oficinas de jongo e percussão afro, como nossa atividade é voluntária, aguardamos apenas alguns detalhes das entidades que irão disponibilizar os locais, por isso não temos datas fixas, seguem as comunidades onde haverá atividade:

  • Barequeçaba: Jongo
  • Canto do Mar: Percussão Afro
  • Enseada: Jongo
  • Perequê Mirim: Jongo, Percussão Afro e Dança Afro

Em breve os locais exatos e horários.

Estudantes da UNESP visitam o terreiro Ilê ‘n Zambi

No último sábado (06/novembro) o terreiro Ilê ‘n Zambi recebeu os estudantes do curso de Educação Física da UNESP de Rio Claro, os jovens passaram o dia conosco onde logo após um café da manhã assistiram ao documentário IKISSE na diáspora, participaram de uma palestra com perguntas ao Tata Calajacy sobre a cultura Bantú e logo após o almoço fizeram um samba de roda e jongo, até o fim da tarde quando estudantes participaram para o centro de São Sebastião onde haviam compromisso por lá, agradecemos ao mestre de capoeira Dominguinhos por nos proporcionar esse encontro e aos estudantes e orientadores da universidade.

Nosso muito obrigado! Tata Cajalacy.

Carnaval 2011

A ONG Acubalin em parceria com a liga das escolas de samba de São Sebastião informa que no domingo de carnaval de 2011 saíra em seu primeiro ano na rua da praia o bloco de afoxé ilê un zambi.

A Acubalin também firmou uma parceria com as escolas de samba X-9 e Mocidade Topolândia que estão colaborando chamando suas respectivas comunidades para sairem no bloco, e nas sedes dessas duas escolas que estão ocorrendo os ensaios, aos sábados na X-9 e aos domingos na Mocidade Topolândia.

Há vagas para quem quiser sair dançando e também para quem quiser sair na bateria do bloco, os interessados em participar no bloco deverão entrar em contato nos telefones: 8116-0028 / 3887-8782 / 9767-1463 / 9764-5799 ou no email ileunzambi@hotmail.com

Acubalin é reconhecida como Ponto de Cultura

A organização não governamental (ong) Acubalin (Associação de Cultura Bantu do Litoral Norte), com sede em Caraguatatuba, assinou esta semana na secretaria estadual da cultura, um convênio com o ministério da cultura (minc), por meio do programa cultura viva. Com a assinatura do convênio, a associação foi reconhecida como ponto de cultura e passará a receber recursos do governo federal para a divulgação do projeto nkisi na disápora: raízes religiosas bantu no brasil.

O projeto Nkisi na disápora: raízes religiosas bantu no brasil consiste em um material didático e multimídia, composto por filme documentário e um livro educativo, que tem por objetivo de servir como instrumento de apoio para os professores, que desde a publicação da lei 10.639, as escolas passaram a ser obrigadas a incluir na base curricular o tema história da áfrica e da cultura afro-brasileira.

Com o apoio do ministério da cultura, este projeto vai alcançar todas as secretarias estaduais de educação do brasil (instituições culturais, ongs, universidades e algumas secretarias municipais de educação).

O projeto é de fundamental importância para se compreender as formas de resistência no brasil via religiosidade. Pensar, historicamente, a resistência negra no país, implica necessariamente refletir sobre as religiões afrobrasileiras. No entanto, não apenas a questão racial mas o tema da cultura religiosa ainda são tratados em uma esfera tensionada. Quando não separados como blocos monolíticos. Racismo e intolerância religiosa são faces da mesma moeda. Daí a importância do filme e do livro como materiais de apoio pedagógico e veículos de reflexão

explica a historiadora, Janaína Figueiredo.

Projeto

O filme documentário produzido pela ong acubalin e que será distribuído às escolas, possui 33 minutos de duração. O material é resultado de 18 horas de filmagem e demorou 3 anos até ser finalizado.

As primeiras imagens foram captadas, no segundo semestre de 2004, durante uma viagem feita pelos integrantes da ONG para o centro-sul da áfrica, no antigo reino do Kongo, onde os portugueses estabeleceram os primeiros contatos no século XV.

Durante a viagem, a historiadora Janaína Figueiredo decidiu mostrar o paralelo histórico-cultural entre a cultura bantu e a formação da cultura brasileira, por meio da dança, da comida e dos ritos de candomblé.

O documentário expõe manifestações da cultura bantu em algumas regiões do brasil, como o estado de são paulo, o que o diferencia da maioria dos trabalhos áudios-visuais, que enfatiza a herança sudanesa, sobretudo, nigeriana no nordeste brasileiro.

No litoral norte, por exemplo, as manifestações da cultura bantu estão vivas na dança de congadas, de ilhabela e são sebastião, e do moçambique, em caraguatatuba; nos grupos de capoeira, nos terreiros de candomblé, na fabricação de panelas de barro, no bairro são francisco, nos mitos e lendas de guaecá e boiçucanga, em são sebastião, nos quilombos da caçandoca e camburi, em ubatuba, na dança do jongo, entre outros.

Para mostrar esse paralelo, o filme utiliza como recurso a sabedoria e o conhecimento de líderes africanos e de um líder religioso brasileiro, que se coloca como herdeiro de uma tradição bantu, no litoral norte paulista.

O documentário ainda conta com a participação do professor da universidade de são paulo, kabengele munanga. “o material impresso (o livro) contará com artigos e seqüências didáticas produzidas por pesquisadores do centro de estudos áfrica-brasil (ceab), centro de pesquisa vinculado a acubalin. Além desses, estamos convidando outros colaboradores da usp e puc/sp que farão artigos relacionados à lei 10.639 e temas tratados no filme. O livro é uma extensão do filme. A nossa previsão é que em fins de 2010 as escolas possam já ter esse material”, explica janaína figueiredo.

Pontos de cultura

O ponto de cultura é a ação prioritária do programa cultura viva, do ministério da cultura (minc), com o objetivo de articular e impulsionar as ações que já existem nas comunidades. Atualmente, existem mais de 650 pontos de cultura espalhados pelo país.
Um aspecto comum a todos é a transversalidade da cultura e a gestão compartilhada entre poder público e a comunidade. Para se tornar um ponto de cultura é preciso participar da seleção por meio de edital público.

Quando firmado o convênio com o minc, o ponto de cultura recebe a quantia de r$ 185 mil (cento e oitenta e cinco mil reais), divididos em cinco parcelas semestrais, para investir conforme projeto apresentado.